Retina do olho descolada: o que é isso?

Imagem ilustrativa de olho humano com destaque para a íris, usada em conteúdo sobre retina do olho descolada: o que é isso."
Sumário

A retina do olho descolada é uma urgência médica que pode levar à perda parcial ou total da visão se não for tratada a tempo. 

Apesar de não causar dor, essa condição apresenta sintomas visuais claros que não devem ser ignorados. 

Entender o que é o descolamento da retina, suas causas e como tratá-lo é fundamental para garantir a saúde ocular.

Neste artigo da Clínica Aramis – clínica dos olhos Florianópolis, você vai entender como a retina do olho descolada acontece, o que pode causar esse problema e quais são os tratamentos indicados.

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Resumo do conteúdo:

  • A retina do olho descolada acontece quando essa estrutura se separa da parede interna do olho.
  • O descolamento da retina impede o funcionamento correto da visão e pode causar cegueira.
  • Envelhecimento, traumas, doenças oculares e cirurgias estão entre as principais causas.
  • O tratamento é cirúrgico e deve ser feito o mais rápido possível para preservar a visão.
  • Diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação total da retina.

Imagem detalhada da pupila e da íris, usada em conteúdos explicativos sobre a retina do olho descolada e suas causas.
Retina do olho descolada: o que é isso?

Retina do olho descolada: o que é isso?

A retina do olho descolada é uma condição oftalmológica considerada grave e que precisa de atendimento médico imediato. 

Trata-se do desprendimento da retina — uma camada fina de tecido sensível à luz localizada na parte de trás do olho — da parede interna do globo ocular. 

Essa separação impede que a retina funcione corretamente, podendo levar à perda parcial ou total da visão se não for tratada com rapidez.

A função da retina é captar a luz que entra pelos olhos e transformar essas informações em sinais elétricos enviados ao cérebro por meio do nervo óptico. 

Quando ocorre o descolamento, essa conexão é interrompida e a retina perde o fornecimento de nutrientes e oxigênio, o que compromete a sua integridade.

A retina do olho descolada não provoca dor, mas os sintomas costumam ser perceptíveis.

Entre os sinais mais comuns estão a percepção súbita de pontos pretos flutuando na visão (moscas volantes), flashes de luz, visão embaçada e uma sombra que avança de forma progressiva no campo visual. 

Esses sintomas devem ser levados a sério e exigem avaliação médica imediata, geralmente feita por um oftalmologista especialista em retina.

Leia mais: Doenças da retina do olho tem cura?

Visualização médica de retina e nervo óptico em corte transversal, associada a explicações sobre retina do olho descolada.
A retina do olho descolada pode levar à perda parcial ou total da visão.

Causas da retina do olho descolada

O descolamento da retina pode acontecer por diferentes motivos e afeta principalmente pessoas acima dos 50 anos, embora possa surgir em qualquer faixa etária. 

Em muitos casos, a condição está relacionada ao envelhecimento natural do olho, mas também pode ser provocada por traumas, doenças oculares ou predisposições genéticas.

A seguir, veja algumas das causas mais frequentes que podem levar ao quadro de retina do olho descolada:

Continue lendo: Quais são os principais problemas na retina? 

Envelhecimento e alterações no vítreo

Com o passar dos anos, o vítreo, gel transparente que preenche o interior do olho, sofre alterações em sua composição. 

Ele pode encolher ou se tornar mais líquido, se afastando da retina. 

Esse processo, chamado de descolamento do vítreo posterior, pode puxar a retina com força suficiente para rasgá-la. 

A partir desse rasgo, o líquido pode infiltrar-se sob a retina e separá-la da parede ocular.

Essa é uma das causas mais comuns de retina do olho descolada, especialmente entre idosos ou pessoas com miopia elevada.

Traumas oculares

Batidas, perfurações ou acidentes que envolvem os olhos podem danificar diretamente a retina ou causar alterações na estrutura interna do olho, facilitando o descolamento. 

Esportistas de alto impacto ou pessoas envolvidas em acidentes de trânsito têm maior risco de apresentar esse tipo de problema.

Traumas também podem gerar inflamações ou sangramentos internos, que desorganizam a estrutura da retina.

Confira mais: 6 Tipos de Doença nos Olhos que Causa Cegueira 

Doenças oculares pré-existentes

Algumas doenças oculares contribuem para o surgimento da retina do olho descolada. Entre elas, destacam-se:

  • Retinopatia diabética: associada a pessoas com diabetes mal controlada, pode causar danos progressivos nos vasos sanguíneos da retina.
  • Degeneração macular: atinge a área central da retina e, em estágios avançados, aumenta o risco de descolamento.
  • Uveítes e inflamações crônicas: geram alterações nos tecidos internos do olho, deixando a retina mais vulnerável.

Leia mais: Uveíte autoimune: Sintomas, causas e tratamento 

Close no olho azul com foco na íris, ilustrando exames relacionados à retina do olho descolada e saúde ocular avançada.
O descolamento da retina impede o funcionamento correto da visão.

Histórico familiar e cirurgias oculares anteriores

Pessoas com histórico familiar de descolamento de retina têm maior predisposição a desenvolver o mesmo problema. 

Já quem passou por cirurgias oftalmológicas, como a de catarata, também pode ter alterações no vítreo ou na retina que favorecem o descolamento.

Essas causas, combinadas ou isoladas, podem desencadear a condição. 

Por isso, conhecer os fatores de risco e manter o acompanhamento oftalmológico regular são formas de prevenção importantes.

Como tratar a retina do olho descolada

O tratamento da retina do olho descolada deve ser iniciado o quanto antes, pois o tempo é um fator decisivo para a recuperação da visão. 

Quanto mais cedo o descolamento for diagnosticado e tratado, maiores são as chances de preservar a função visual. 

O procedimento indicado vai depender do tipo e da extensão do descolamento, além do estado geral do olho afetado.

Em casos iniciais, quando há apenas um rasgo ou furo na retina, sem o descolamento completo, o oftalmologista pode indicar uma cirurgia a laser (fotocoagulação) ou aplicação de frio intenso (criopexia) para selar a área danificada e evitar o avanço da separação.

Exame oftalmológico com equipamento de imagem para diagnóstico de retina do olho descolada em clínica especializada.
O diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação total da retina.

Já nos quadros em que o descolamento já ocorreu, o tratamento é sempre cirúrgico. Existem três abordagens principais:

  • Retinopexia pneumática: consiste na injeção de uma bolha de gás dentro do olho, que empurra a retina de volta ao lugar. Após o reposicionamento, o médico utiliza laser ou crioterapia para fixar a retina novamente.
  • Vitrectomia: é uma cirurgia mais complexa, indicada quando há presença de sangue ou tecidos cicatriciais. O médico remove o vítreo (gel interno do olho) e o substitui por gás ou óleo de silicone, reposicionando a retina.
  • Indentação escleral: nessa técnica, uma faixa de silicone é suturada ao redor do olho, pressionando a parede ocular contra a retina para ajudar na fixação.

Após a cirurgia, o paciente precisa seguir orientações específicas, como manter a cabeça em determinada posição por alguns dias (no caso de uso de gás), evitar esforços físicos e acompanhar a recuperação com exames regulares. 

A visão pode demorar semanas ou até meses para se estabilizar. Em alguns casos, pode haver perda parcial da visão, principalmente se a mácula (região central da retina) tiver sido afetada.

É importante lembrar que a cirurgia corrige o descolamento, mas não previne que ele volte a acontecer. 

Por isso, o acompanhamento contínuo é essencial, assim como atenção aos sinais visuais.

Conte com a Clínica Aramis – clínica de olhos em Florianópolis – para te orientar sobre tratamento e te ajudar com problemas relacionados à retina. Marque já uma consulta!

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